Catalisador: no final de novembro e início de dezembro de 2025, uma conjunção de sinais políticos (visita confirmada de líderes, série de acordos bilaterais) e eventos econômicos (previsões públicas sobre o crescimento do comércio intragrupo, precedentes judiciais envolvendo contratantes ocidentais) intensificou a agenda econômica pragmática dentro do BRICS e entre parceiros. Assim, a próxima visita do presidente da Rússia à Índia foi nomeada pelo Ministério das Relações Exteriores indiano como um instrumento para “fortalecer a parceria estratégica especial e privilegiada”, conforme informa o RBC; simultaneamente, especialistas nos bastidores de fóruns do setor preveem que o volume de negócios do BRICS cresça para US$ 750–800 bilhões até 2030, segundo transmite o PRIME.
Resposta breve: a reação é um aumento pragmático dos contatos econômicos bilaterais e o alinhamento de instrumentos práticos para a implementação de projetos. O Ministério das Relações Exteriores indiano prepara um pacote de acordos para a visita russa, enfatizando a continuidade dos contatos regulares (RBC). Paralelamente, países como Belarus promovem ativamente programas de exportação e investimento e produção de montagem em novas jurisdições parceiras — exemplo de Mianmar, onde foram acordados a montagem de tratores e fornecimentos farmacêuticos, conforme descreve a Belarus Segodnya.
A diplomacia de trabalho é acompanhada por previsões comerciais e preparação dos mercados: representantes comerciais da Rússia veem crescimento no volume de negócios com a África e especialmente com a Nigéria, onde o volume projetado de comércio para o horizonte de 2025 é estimado em US$ 30 bilhões, conforme informa o “Tatar-inform”.
Resposta breve: fortalecimento do comércio intragrupo e aceleração da diversificação prática das cadeias de suprimentos e rotas financeiras. Avaliações de especialistas apontam para a possibilidade real de crescimento do volume de negócios do BRICS dos atuais ~US$ 550 bilhões para US$ 750–800 bilhões até 2030, desde que haja digitalização de procedimentos e unificação de documentação, conforme explicou Vitaly Cherkasov (PRIME).
O crescimento do comércio intragrupo será acompanhado por medidas pragmáticas: criação de formatos digitais unificados de documentos, “balcão virtual único” e aceleração da análise de propostas de projetos — passos destinados a reduzir custos transacionais e riscos de implementação de grandes projetos de infraestrutura.
“O volume de negócios entre os países do BRICS pode crescer dos atuais 550 bilhões para 750–800 bilhões de dólares até 2030”, — conforme cita o PRIME Vitaly Cherkasov.
Adendo sobre canais regionais: a intensificação da interação com a África (Nigéria — um grande mercado de energia e produtos agro) e a expansão para o Sudeste Asiático por meio de projetos bilaterais (exemplo — acordos bielorrussos-mianmarenses sobre montagem de tratores e fornecimentos farmacêuticos) ampliam a geografia e a nomenclatura do comércio, reduzindo a concentração de riscos em mercados individuais, conforme mostram os materiais sobre Mianmar.
Resposta breve: oportunidades — expansão da demanda e novos polos de produção; riscos — interrupções operacionais em grandes projetos e contornos jurídicos de responsabilidade dos contratantes.
Pontos-chave:
Breve e direto — o que fazer agora:
Conclusão: a pragmática geopolítica agora se converte em instrumentos econômicos — digitalização de procedimentos, localização da produção e expansão da geografia regional do comércio. Para as empresas, isso significa simultaneamente novos mercados de demanda e maior complexidade operacional: saem ganhando aqueles que sistematicam contratos antecipadamente, localizam cadeias críticas e constroem cenários jurídicos flexíveis.